A primeira versão do DSM - O Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais, de 1952 colocava as perversões sexuais, os comportamentos psicopatológicos e a homossexualidade no mesmo nível. Na edição de 1958, as perversões eram classificadas como parte dos transtornos de personalidade.
Em 1980, a terceira edição do DSM (DSM-III), substitui o termo perversão por parafilia, retira o diagnóstico de homossexualismo, inclui o de zoofilia, e na categoria de parafilias atípicas, estão: coprofilia, urofilia, necrofilia, escatofilia telefônica, clismafilia.
Na revisão desta edição, feita em 1987 (DSM-III-R), o termo travestismo muda para transvestismo, o diagnóstico de zoofilia é retirado dos itens especificados, e neles entra o frotteurismo, e na categoria das parafilias não-especificadas estão: coprofilia, urofilia, necrofilia, escatofilia telefônica, clismafilia, parcialismo, zoofilia. Nesta revisão, as parafilias tiveram uma divisão entre leve (quando o indivíduo encontra-se acentuadamente perturbado pelos impulsos, mas nunca atuou), moderada (quando o indivíduo atuou ocasionalmente) e grave (quando atuou os impulsos parafílicos com freqüência).
Na quarta edição do DSM (DSM IV), de 1995, temos o grupo dos “transtornos sexuais e da identidade sexual”, dentro deste, encontram-se os “transtornos sexuais”, e neste as “parafilias”. Nesta edição as mesmas parafilias que ocorrem na edição anterior são especificadas, sendo que ocorrem as seguintes alterações nos itens:
302.02 Pedofilia (acrescentada, em relação à revisão anterior, especificação da atração por menino, menina, ambos; limitada ao incesto, exclusiva ou não)
302.03 Fetichismo com transvestismo (acrescentada, em relação à revisão anterior, especificação de presença ou não de disforia de gênero)
302.9 Parafilias SOE (sem outras especificações)
Desde 1980 o DSM não sofreu alterações muito significativas.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Perversão x parafilia
Ao longo da história, a medicina procurou estabelecer quais comportamentos são considerados normais e quais não são, inclusive as práticas sexuais. Esses parâmetros médicos mudam através dos tempos, ou seja, tanto pode ocorrer que uma prática sexual que antes era considerada pela medicina como desviante da norma, seja hoje aceita como normal, como o que era visto como normal, passe a ser encarado como desviante.
Há um livro de 1886 - Psychopathia Sexualis, onde o autor Krafft-Ebing, médico e neurologista alemão, considerava como perversa toda ativação do instinto sexual que não correspondesse à voltada à reprodução e que haveria transtorno quando o comportamento sexual fosse excessivo e perigoso para o indivíduo, ou quando o impulso sexual se tornasse excessivo, exclusivo e causasse sofrimento. Essa idéia perdura até os dias atuais, com a diferença que a medicina não chama mais de perversão os comportamentos sexuais que fogem à norma (se considerarmos norma o ato sexual voltado à reprodução) e sim parafilia (DSM-IV, 1994) ou transtorno de preferência sexual (CID X, 1993).
Há um livro de 1886 - Psychopathia Sexualis, onde o autor Krafft-Ebing, médico e neurologista alemão, considerava como perversa toda ativação do instinto sexual que não correspondesse à voltada à reprodução e que haveria transtorno quando o comportamento sexual fosse excessivo e perigoso para o indivíduo, ou quando o impulso sexual se tornasse excessivo, exclusivo e causasse sofrimento. Essa idéia perdura até os dias atuais, com a diferença que a medicina não chama mais de perversão os comportamentos sexuais que fogem à norma (se considerarmos norma o ato sexual voltado à reprodução) e sim parafilia (DSM-IV, 1994) ou transtorno de preferência sexual (CID X, 1993).
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
O fetichismo
O nome fetiche vem da palavra portuguesa feitiço, e tem um sentido de algo a que se dedica um grande interesse, como uma idolatria. O fetichismo é visto pela psiquiatria como um transtorno de preferência sexual, e se caracteriza pela obtenção de prazer utilizando algum objeto, como sapato, calcinha, entre outros. A psicanálise entende o fetichismo como uma perversão da maneira normal de se obter prazer. Essa pequena descrição é certamente reducionista, pois há nuances infindáveis vistas em diferentes pessoas ditas fetichistas, e é exatamente isso que não se pode perder de vista. Qualquer nomenclatura dada ao que uma época e uma sociedade definiu como problema não deve ser foco na compreensão de uma pessoa, ou incorre-se no erro de perder o indivíduo de vista e de reduzir a escuta clínica dele.
Atualmente a visão social sobre essa maneira de se obter prazer tem mudado. Há na mídia muitas propagandas de sapatos e de calcinhas usadas de forma sensual pelas modelos, insinuando um incentivo a utilização do fetiche em questão. E se há esse incentivo, supomos a maior aceitação social destes objetos em toda prática sexual. Surgiu há pouco tempo também um site que visa mobilizar grupos interessados em retirar o diagnóstico psiquiátrico de sadomasoquismo, fetichismo e transvestismo dos Manuais de Saúde Mental.
O fato é que a sexualidade humana não pode ser entendida como algo com exclusiva finalidade reprodutiva, a coisa é muito mais complexa. E sendo um comportamento que tem como influências valores culturais historicamente construídos, é dinâmico, e está em plena mudança, e a mudança na sociedade reflete mudanças na ciência. Talvez então hoje em dia, assim como em outras épocas isso também já ocorreu, esteja se formando uma nova compreensão do que é patológico dentro do campo da sexualidade humana.
Atualmente a visão social sobre essa maneira de se obter prazer tem mudado. Há na mídia muitas propagandas de sapatos e de calcinhas usadas de forma sensual pelas modelos, insinuando um incentivo a utilização do fetiche em questão. E se há esse incentivo, supomos a maior aceitação social destes objetos em toda prática sexual. Surgiu há pouco tempo também um site que visa mobilizar grupos interessados em retirar o diagnóstico psiquiátrico de sadomasoquismo, fetichismo e transvestismo dos Manuais de Saúde Mental.
O fato é que a sexualidade humana não pode ser entendida como algo com exclusiva finalidade reprodutiva, a coisa é muito mais complexa. E sendo um comportamento que tem como influências valores culturais historicamente construídos, é dinâmico, e está em plena mudança, e a mudança na sociedade reflete mudanças na ciência. Talvez então hoje em dia, assim como em outras épocas isso também já ocorreu, esteja se formando uma nova compreensão do que é patológico dentro do campo da sexualidade humana.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
fichamento - "Cinco lições de psicanálise" - Freud
FICHAMENTO
"Cinco lições de Psicanálise"
FREUD, Sigmund
Palavras-Chave: Histeria, inconsciente, repressão, associação livre, transferência, perversão.
Local de Publicação: Leipzig e Viena
Resumo
O livro deste fichamento traz Sigmund Freud expondo sinteticamente suas idéias a um público não especializado. Os principais conceitos da psicanálise que acabavam de surgir a partir das pesquisas realizadas por Freud e outros médicos interessados são esboçados nas lições deste livro, tais como consciente, inconsciente, repressão, transferência, associação livre, entre outros.
Resenha
Em 1909, durante sua primeira e única viagem aos Estados Unidos, Sigmund Freud proferiu cinco conferências para um público não especializado. A reunião destas compõe o livro "Cinco lições de psicanálise".
Introduzindo o público à psicanálise através de sua história, Freud expõe, na primeira lição, o problema da histeria e como a psicanálise trouxe nova luz ao tratamento desta, que não era encarada como uma doença antes de suas pesquisas com o Dr. Breuer.
Na segunda lição, Freud justifica seu distanciamento em relação aos outros estudiosos quanto ao tratamento da histeria. Distingue o aparelho psíquico do cérebro humano ou de qualquer outra parte do corpo. No entanto, reconhece que os distúrbios do aparelho psíquico podem se refletir no corpo, causando sintomas histéricos. Explica o processo de repressão utilizando-se dos conceitos de consciente e inconsciente – a repressão seria o conteúdo repelido do consciente para o inconsciente.
Na terceira lição, Freud fala sobre a ineficácia da hipnose como forma de acesso ao inconsciente, recorrendo a outros métodos mais eficazes: a associação livre e a interpretação dos sonhos, dos chistes e dos atos falhos de linguagem.
A sexualidade infantil é tratada na quarta lição, além de assuntos como a perversão e o complexo de Édipo.
E finalmente, na quinta lição, Freud discorre sobre a regressão como um mecanismo de defesa do aparelho psíquico. Fala ainda sobre o fenômeno da transferência no processo terapêutico.
Glossário Temático
Histeria: Classe de neuroses que apresenta quadros clínicos muito variados. As duas formas sintomáticas mais bem identificadas são a histeria de conversão, em que o conflito psíquico vem simbolizar-se nos sintomas corporais mais diversos, paroxísticos ou mais duradouros, e a histeria de angústia, em que a angústia é fixada de modo mais ou menos estável neste ou naquele objeto exterior.
Consciência: Segundo a teoria metapsicológica de Freud, a consciência seria função do sistema percepção-consciência que está situado na periferia do aparelho psíquico, recebendo ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as provenientes do interior (sensações e memórias).
Inconsciente: Um dos sistemas definidos por Freud no quadro de sua primeira teoria do aparelho psíquico. É constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso ao consciente.
Repressão: Operação psíquica que tende a fazer desaparecer da consciência um controle do desagradável ou inoportuno: Idéia, afeto etc.
Associação livre: Método que consiste em exprimir indiscriminadamente todos os pensamentos que ocorrem a mente, quer a partir de um elemento dado (palavra, número, imagem de um sonho), quer de forma espontânea.
Transferência: Processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de ralação estabelecida com eles, e eminentemente, no quadro da relação analítica.
Perversão: Desvio em relação ao ato sexual "normal", definido este como coito que visa a obtenção do orgasmo por penetração genital, com uma pessoa do sexo oposto.
Citações
"Os histéricos e neuróticos (...) não só recordam acontecimentos dolorosos que se deram há muito tempo, como ainda se prendem a eles emocionalmente; não se desembaraçam do passado e alheiam-se por isso da realidade e do presente. Essa fixação da vida psíquica aos traumas patogênicos é um dos caracteres mais importantes da neurose e dos que têm maior significação prática."
"A hipnose encobre a resistência, deixando livre e acessível um determinado setor psíquico, em cujas fronteiras, porém, acumula as resistências, criando para o resto uma barreira intransponível."
"A ansiedade é uma das reações do ego contra desejos reprimidos violentos, e daí perfeitamente explicável a presença dela no sonho, quando a elaboração deste se pôs excessivamente a serviço da satisfação daqueles desejos reprimidos."
"Chegamos aqui a mesma conclusão do exame de sonhos, isto é, que foram os desejos duradouros e reprimidos da infância que emprestaram a formação dos sintomas a força sem a qual teria decorrido normalmente a reação contra traumatismos posteriores. Estes potentes desejos da infância hão de ser reconhecidos, porém, em sua absoluta generalidade, como sexuais."
"A transferência surge espontaneamente em todas as relações humanas e de igual modo nas que o doente entretém com o médico; é ela, em geral, um verdadeiro veículo da ação terapêutica, agindo tanto mais fortemente quanto menos se pensa em sua existência."
"O desejo inconsciente escapa a qualquer influencia, é independente das tendências contrárias, ao passo que o consciente é atalhado por tudo quanto, igualmente consciente, se lhe opuser."
Biografia do Autor
Autor
FREUD, Sigmund
Ano de Nascimento 1856
Ano de Falecimento 1939
Local de Nascimento Freiberg
Estado de Nascimento Moravia
País de Nascimento Império Austro-Húngaro
Breve Histórico
1856- Nasce Sigmund Freud, a 6 de maio.
1859- Outubro: a família de Freud muda-se para Viena.
1865- Sigmund Freud entra para o liceu (Gynasium)
1873- Gradua-se no Gynasium; Ingressa no curso de Medicina, na Universidade de Viena.
1876-1882- Trabalha no laboratório de Fisiologia, de Brücke
1881- Obtém seu grau em Medicina.
1882- Breuer termina o tratamento de Ana O; começa a trabalhar no Hospital Psiquiátrico, sob orientação de Theodor Meynert.
1884-1885- Realiza experimentos com a cocaína.
1885-1886- De outubro a março, estagia em La Salpetriere, Paris, com Charcot
1886- Em abril abre seu primeiro consultório; em setembro casa-se com Martha Bernays; em novembro conhece Emil Fliess
1887-1888- Sigmund Freud estuda o uso da hipnose.
1889- Estagia em Nancy, com Liebault e Bernheim
1889-1890- Início da amizade com Fliess
1891- Muda-se para Bergasse, 19, onde viverá quase 40 anos.
1893-1894- Trabalha com Breuer na confecção dos Estudos sobre a Histeria
1895- Publica com Breuer Estudos Sobre a Histeria; analisa os próprios sonhos
1896- Usa o termo Psicanálise pela primeira vez
1897- Começa sua auto-analise.
1899- Publica A Interpretação dos Sonhos.
1901- Inicia a análise de Dora, uma moça de 18 anos.
1902- É nomeado professor da Universidade de Viena; funda a Sociedade Psicológica das Quartas-feiras.
1905- Publica vários importantes trabalhos. Entre eles:· Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade,· Os Chistes e Suas Relações com o Inconsciente· Fragmentos da Análise de um Caso de Histeria
1909- Visita, pela única vez, os Estados Unidos, como conferencista convidado para as comemorações do jubileu da Clark University, em Wochester.
1906- 1913- Amizade com Carl Gustav Jung
1910- Funda a International Psycho-Analytical Association, da qual Jung é o primeiro presidente.
1923- Primeira de uma de muitas operações no maxilar, para controlar um câncer.
1933- Hitler torna-se Chanceler da Alemanha
1938- A Áustria é anexada à Alemanha; a casa de Freud e a Associação Vienense de Psicanálise são vasculhadas; Ana Freud é presa e interrogada pela Gestapo. Em junho, emigra para a Inglaterra
1939- Morre, a 23 de setembro, em Londres
"Cinco lições de Psicanálise"
FREUD, Sigmund
Palavras-Chave: Histeria, inconsciente, repressão, associação livre, transferência, perversão.
Local de Publicação: Leipzig e Viena
Resumo
O livro deste fichamento traz Sigmund Freud expondo sinteticamente suas idéias a um público não especializado. Os principais conceitos da psicanálise que acabavam de surgir a partir das pesquisas realizadas por Freud e outros médicos interessados são esboçados nas lições deste livro, tais como consciente, inconsciente, repressão, transferência, associação livre, entre outros.
Resenha
Em 1909, durante sua primeira e única viagem aos Estados Unidos, Sigmund Freud proferiu cinco conferências para um público não especializado. A reunião destas compõe o livro "Cinco lições de psicanálise".
Introduzindo o público à psicanálise através de sua história, Freud expõe, na primeira lição, o problema da histeria e como a psicanálise trouxe nova luz ao tratamento desta, que não era encarada como uma doença antes de suas pesquisas com o Dr. Breuer.
Na segunda lição, Freud justifica seu distanciamento em relação aos outros estudiosos quanto ao tratamento da histeria. Distingue o aparelho psíquico do cérebro humano ou de qualquer outra parte do corpo. No entanto, reconhece que os distúrbios do aparelho psíquico podem se refletir no corpo, causando sintomas histéricos. Explica o processo de repressão utilizando-se dos conceitos de consciente e inconsciente – a repressão seria o conteúdo repelido do consciente para o inconsciente.
Na terceira lição, Freud fala sobre a ineficácia da hipnose como forma de acesso ao inconsciente, recorrendo a outros métodos mais eficazes: a associação livre e a interpretação dos sonhos, dos chistes e dos atos falhos de linguagem.
A sexualidade infantil é tratada na quarta lição, além de assuntos como a perversão e o complexo de Édipo.
E finalmente, na quinta lição, Freud discorre sobre a regressão como um mecanismo de defesa do aparelho psíquico. Fala ainda sobre o fenômeno da transferência no processo terapêutico.
Glossário Temático
Histeria: Classe de neuroses que apresenta quadros clínicos muito variados. As duas formas sintomáticas mais bem identificadas são a histeria de conversão, em que o conflito psíquico vem simbolizar-se nos sintomas corporais mais diversos, paroxísticos ou mais duradouros, e a histeria de angústia, em que a angústia é fixada de modo mais ou menos estável neste ou naquele objeto exterior.
Consciência: Segundo a teoria metapsicológica de Freud, a consciência seria função do sistema percepção-consciência que está situado na periferia do aparelho psíquico, recebendo ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as provenientes do interior (sensações e memórias).
Inconsciente: Um dos sistemas definidos por Freud no quadro de sua primeira teoria do aparelho psíquico. É constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso ao consciente.
Repressão: Operação psíquica que tende a fazer desaparecer da consciência um controle do desagradável ou inoportuno: Idéia, afeto etc.
Associação livre: Método que consiste em exprimir indiscriminadamente todos os pensamentos que ocorrem a mente, quer a partir de um elemento dado (palavra, número, imagem de um sonho), quer de forma espontânea.
Transferência: Processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de ralação estabelecida com eles, e eminentemente, no quadro da relação analítica.
Perversão: Desvio em relação ao ato sexual "normal", definido este como coito que visa a obtenção do orgasmo por penetração genital, com uma pessoa do sexo oposto.
Citações
"Os histéricos e neuróticos (...) não só recordam acontecimentos dolorosos que se deram há muito tempo, como ainda se prendem a eles emocionalmente; não se desembaraçam do passado e alheiam-se por isso da realidade e do presente. Essa fixação da vida psíquica aos traumas patogênicos é um dos caracteres mais importantes da neurose e dos que têm maior significação prática."
"A hipnose encobre a resistência, deixando livre e acessível um determinado setor psíquico, em cujas fronteiras, porém, acumula as resistências, criando para o resto uma barreira intransponível."
"A ansiedade é uma das reações do ego contra desejos reprimidos violentos, e daí perfeitamente explicável a presença dela no sonho, quando a elaboração deste se pôs excessivamente a serviço da satisfação daqueles desejos reprimidos."
"Chegamos aqui a mesma conclusão do exame de sonhos, isto é, que foram os desejos duradouros e reprimidos da infância que emprestaram a formação dos sintomas a força sem a qual teria decorrido normalmente a reação contra traumatismos posteriores. Estes potentes desejos da infância hão de ser reconhecidos, porém, em sua absoluta generalidade, como sexuais."
"A transferência surge espontaneamente em todas as relações humanas e de igual modo nas que o doente entretém com o médico; é ela, em geral, um verdadeiro veículo da ação terapêutica, agindo tanto mais fortemente quanto menos se pensa em sua existência."
"O desejo inconsciente escapa a qualquer influencia, é independente das tendências contrárias, ao passo que o consciente é atalhado por tudo quanto, igualmente consciente, se lhe opuser."
Biografia do Autor
Autor
FREUD, Sigmund
Ano de Nascimento 1856
Ano de Falecimento 1939
Local de Nascimento Freiberg
Estado de Nascimento Moravia
País de Nascimento Império Austro-Húngaro
Breve Histórico
1856- Nasce Sigmund Freud, a 6 de maio.
1859- Outubro: a família de Freud muda-se para Viena.
1865- Sigmund Freud entra para o liceu (Gynasium)
1873- Gradua-se no Gynasium; Ingressa no curso de Medicina, na Universidade de Viena.
1876-1882- Trabalha no laboratório de Fisiologia, de Brücke
1881- Obtém seu grau em Medicina.
1882- Breuer termina o tratamento de Ana O; começa a trabalhar no Hospital Psiquiátrico, sob orientação de Theodor Meynert.
1884-1885- Realiza experimentos com a cocaína.
1885-1886- De outubro a março, estagia em La Salpetriere, Paris, com Charcot
1886- Em abril abre seu primeiro consultório; em setembro casa-se com Martha Bernays; em novembro conhece Emil Fliess
1887-1888- Sigmund Freud estuda o uso da hipnose.
1889- Estagia em Nancy, com Liebault e Bernheim
1889-1890- Início da amizade com Fliess
1891- Muda-se para Bergasse, 19, onde viverá quase 40 anos.
1893-1894- Trabalha com Breuer na confecção dos Estudos sobre a Histeria
1895- Publica com Breuer Estudos Sobre a Histeria; analisa os próprios sonhos
1896- Usa o termo Psicanálise pela primeira vez
1897- Começa sua auto-analise.
1899- Publica A Interpretação dos Sonhos.
1901- Inicia a análise de Dora, uma moça de 18 anos.
1902- É nomeado professor da Universidade de Viena; funda a Sociedade Psicológica das Quartas-feiras.
1905- Publica vários importantes trabalhos. Entre eles:· Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade,· Os Chistes e Suas Relações com o Inconsciente· Fragmentos da Análise de um Caso de Histeria
1909- Visita, pela única vez, os Estados Unidos, como conferencista convidado para as comemorações do jubileu da Clark University, em Wochester.
1906- 1913- Amizade com Carl Gustav Jung
1910- Funda a International Psycho-Analytical Association, da qual Jung é o primeiro presidente.
1923- Primeira de uma de muitas operações no maxilar, para controlar um câncer.
1933- Hitler torna-se Chanceler da Alemanha
1938- A Áustria é anexada à Alemanha; a casa de Freud e a Associação Vienense de Psicanálise são vasculhadas; Ana Freud é presa e interrogada pela Gestapo. Em junho, emigra para a Inglaterra
1939- Morre, a 23 de setembro, em Londres
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